JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

A JBS anunciou na terça-feira (12) um lucro líquido de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026, refletindo uma queda de 56% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou US$ 21,61 bilhões, um aumento de 11%. No entanto, o Ebitda ajustado recuou 25,8%, para US$ 1,13 bilhão.

A margem Ebitda caiu para 5,2%, refletindo um recuo de 2,6 pontos porcentuais em relação ao primeiro trimestre de 2025. O lucro por ação também apresentou diminuição, passando de US$ 0,47 para US$ 0,21, enquanto o lucro operacional ajustado caiu 48%, para US$ 516 milhões.

A JBS atribui a principal pressão sobre seus resultados à operação de carne bovina nos Estados Unidos, onde o ciclo pecuário elevou os custos de produção em um cenário de oferta restrita.

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que a companhia implementou medidas de austeridade para melhorar a geração de caixa e manter a eficiência operacional.

Apesar das pressões, a receita da operação de bovinos nos Estados Unidos aumentou 11,6%, alcançando US$ 7,17 bilhões. A Seara teve um desempenho positivo com receita líquida de US$ 2,38 bilhões, um crescimento de 10,6% e margem Ebitda de 15,5%. A JBS Brasil também registrou um recorde, com receita de US$ 3,79 bilhões, uma alta de 19,5%, impulsionada pela demanda internacional.

O fluxo de caixa livre foi negativo em US$ 1,47 bilhão, em comparação a um consumo de US$ 917,5 milhões no ano anterior, devido à sazonalidade do primeiro trimestre, maior necessidade de capital de giro e investimentos de US$ 566 milhões. O CFO global, Guilherme Cavalcanti, mencionou que foram alocados mais de US$ 300 milhões adicionais para projetos de crescimento em relação ao ano anterior.

Ao final de março, a alavancagem da JBS foi de 2,77 vezes dívida líquida/Ebitda, superando as 1,99 vez do mesmo período do ano anterior. A dívida líquida totalizou US$ 17,86 bilhões, permanecendo dentro da meta de longo prazo, enquanto os custos do gado nos Estados Unidos continuarão como uma variável crítica para o desempenho da empresa nos próximos trimestres.