O Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) notificou Viviane Siqueira Santana, responsável por denunciar a suposta comercialização irregular do medicamento Mounjaro por um médico da rede pública.
A entidade afirmou que as declarações foram consideradas falsas e que sua gravidade demanda esclarecimentos formais.
O CRM-MT também informou que tomará medidas junto à Polícia Civil e ao Ministério Público para investigar as declarações feitas pela denunciante, que podem configurar crime de denunciação caluniosa. A nota destaca que tais acusações afetam a honra dos profissionais médicos e a confiança da população nos serviços de saúde.
O incidente ocorreu durante uma coletiva de imprensa no dia 23 de outubro, onde Viviane interrompeu o prefeito Abilio Brunini (PL) com relatos sobre sua experiência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela alegou que foi sugerido um tratamento com Mounjaro, vinculando sua condição de saúde à obesidade de maneira inadequada.
Em resposta, o prefeito afirmou que até o momento não há evidências de venda de medicamentos nas UPAs e que a situação está sendo investigada. Ele enfatizou que a prescrição de tratamento é distinta de uma venda direta de produtos.
Adicionalmente, o CRM-MT criticou a postura do prefeito por agir precipitamente ao falar em registro de boletim de ocorrência, antes de confirmar a veracidade das alegações.
A nota também ressalta a responsabilidade necessária na apresentação de denúncias e os riscos que acusações infundadas trazem para a classe médica.
O Conselho reafirma seu compromisso com a ética na medicina e a necessidade de apurações rigorosas baseadas em evidências concretas, evitando a disseminação de informações errôneas que podem prejudicar profissionais e desestabilizar a confiança da sociedade na saúde pública.