Inflação reduz para 0,09% em outubro, impulsionada por queda na energia

A desaceleração do índice foi impulsionada principalmente pelo grupo Habitação, que teve uma queda de 0,30% no mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,09% em outubro, uma redução significativa em relação aos 0,48% registrados em setembro. Com esse resultado, a inflação acumulada em 2023 atinge 3,73%, enquanto a taxa em 12 meses cai para 4,68%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A desaceleração do índice foi impulsionada principalmente pelo grupo Habitação, que teve uma queda de 0,30% no mês. A energia elétrica residencial, que recuou 2,39%, foi a maior influência negativa, contribuindo com uma redução de 0,10 ponto percentual no IPCA de outubro. Esta diminuição reflete a alteração na bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1, resultando em cobrança menor nas contas de energia.

Embora tenha recuado em outubro, a energia elétrica acumula alta de 13,64% em 2023 e continua sendo o item com o maior impacto na inflação do ano, com contribuição de 0,53 ponto percentual. As variações regionais mostraram discrepâncias significativas: em Goiânia, os preços aumentaram 6,08%, enquanto em Fortaleza houve uma queda de 4,82%.

Os grupos Alimentação e Transportes apresentaram variações modestas, com Alimentação e bebidas oscilando em 0,01% no mês. No segmento de Alimentação no domicílio, houve queda de 0,16%, destacando-se a diminuição nos preços do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Por outro lado, a alimentação fora de casa aumentou 0,46%, impulsionada por altas em lanches (0,75%) e refeições (0,38%).

Nos Transportes, a alta foi de 0,11%, refletindo aumentos nas passagens aéreas (4,48%) e nos combustíveis (0,32%), com exceção do diesel, que teve queda de 0,46%. Outros grupos que registraram variação positiva incluem Vestuário, com aumento de 0,51%, e Saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,41%, impulsionado por planos de saúde e produtos de higiene.