A Embrapa lançou a batata-doce BRS Prenda, uma nova cultivar que chega ao mercado como um alimento biofortificado.
Com uma produtividade superior a dois quilos por planta, a BRS Prenda é considerada uma opção excelente para o cultivo de hortaliças, apresentando resistência a pragas e doenças e reduzindo o uso de insumos.
A arquitetura das plantas, caracterizada por ramas curtas e eretas, facilita tanto o cultivo quanto a colheita. Além disso, as batatas podem ser armazenadas em boas condições por até três meses, superando os desafios enfrentados no armazenamento pós-colheita. O pesquisador Luis Antônio Suíta de Castro, responsável pela pesquisa na Embrapa Clima Temperado em Pelotas (RS), enfatiza que a nova cultivar atende às exigências tanto dos produtores quanto dos consumidores.
“Nosso objetivo foi desenvolver um material genético com alta qualidade nutricional, boa aparência e que mantivesse a vida útil maior após a colheita, facilitando a colheita, pois outras cultivares espalham-se pelo solo”
afirmou Castro.
A BRS Prenda, que possui características similares de doçura e polpa amarelo-intenso à cultivar BRS Amélia, é classificada como um ‘superalimento’ devido à alta concentração de carotenoides.
Adicionalmente, a nova cultivar se destaca pela sua casca rosada e polpa amarela, apresentando um apelo visual que a torna atraente para a culinária gourmet, permitindo a criação de pratos coloridos. “A BRS Prenda é visualmente agradável, com um formato arredondado que supera as batatas disponíveis no mercado e atrai os consumidores” complementou Castro.
A BRS Prenda, também conhecida como BD 179, foi resultado de uma seleção local no Sul do Brasil, adaptando-se bem às condições do solo e clima na Embrapa Clima Temperado. Após oito safras consecutivas, a cultivar demonstrou resistência a pragas e doenças e possui características que a destacam como uma opção viável para plantio na região Sul, além de atender à demanda por alimentos mais nutritivos e sustentáveis.
- A produtividade média em lavouras bem conduzidas é de cerca de 50 toneladas por hectare.
- As plantas compactas, com estruturas distintas das cultivares atuais.
- A possibilidade de armazenamento por três meses.
Esses fatores consolidam a BRS Prenda como uma escolha promissora para o futuro da agricultura de batata-doce no Brasil.