Diabetes atinge quase 20 milhões de brasileiros e registra alta de 135%

Sem controle adequado, a condição pode provocar uma série de complicações graves, como problemas cardiovasculares, renais, neurológicos e comprometimento da visão.

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que o diabetes já afeta cerca de 14% da população adulta mundial, o que representa aproximadamente 828 milhões de pessoas.

O cenário no Brasil também é preocupante: a doença atinge 12,9% dos adultos, o equivalente a cerca de 19,9 milhões de brasileiros, conforme estimativas baseadas no Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dados mais recentes do Vigitel — Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico — divulgados pelo Ministério da Saúde no final de janeiro deste ano, apontam um crescimento expressivo da doença no país. Em comparação com a primeira edição do levantamento, realizada em 2006, quando a incidência era de 5,5%, o diabetes apresentou um aumento de 135%.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela produção insuficiente de insulina ou pela dificuldade do organismo em utilizar corretamente esse hormônio, responsável por regular os níveis de glicose no sangue.

Sem controle adequado, a condição pode provocar uma série de complicações graves, como problemas cardiovasculares, renais, neurológicos e comprometimento da visão.

Os números alarmantes refletem não apenas a expansão da doença, mas também os impactos diretos na saúde da população.

No caso do diabetes tipo 2, também conhecido como diabetes mellitus, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo uma das principais estratégias para conter o avanço da enfermidade.

A orientação é conhecida, mas essencial: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e atenção à saúde física e mental.

Mudanças no estilo de vida, aliadas ao acompanhamento médico, podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença e melhorar a qualidade de vida de quem já convive com o diagnóstico.

Diante do crescimento acelerado dos casos, profissionais da saúde destacam a importância de políticas públicas, campanhas de conscientização e acesso ao diagnóstico precoce, como forma de enfrentar um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade.