DHPP de Sinop descarta crime de transfobia e Santrosa pode ter sido morta por facção

Segundo o delegado Bráulio Junqueira em entrevista, tudo indica que o assassinato foi cometido por membros da facção criminosa Comando Vermelho.

A Polícia Civil de Sinop, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está investigando o assassinato da ex-candidata a vereadora e artista Santrosa, na qual descartou, de forma inicial, que o crime estaria relacionado a transfobia.

Segundo o delegado Bráulio Junqueira em entrevista, tudo indica que o assassinato foi cometido por membros da facção criminosa Comando Vermelho.

O corpo da artista foi encontrado decapitado e com as mãos e pés amarrados em uma área rural do município, na tarde de domingo (10). Santrosa estava desaparecida desde a manhã do último sábado (09), e as características do crime sugerem uma execução brutal.

O delegado Junqueira destacou que o modo de execução, é um recado claro do Comando Vermelho, utilizado para intimidar e punir aqueles que, segundo a facção, são considerados inimigos.

“A informação que recebemos é que a Santrosa estaria falando demais e fazendo ‘caguetagem’ contra o Comando Vermelho. Essa forma de execução — amarrada, torturada e decapitada — é um recado muito claro”, afirmou o delegado.

Quanto à motivação do crime, Junqueira explicou que a cantora pode ter sido vista como uma ameaça à facção.

“O Comando Vermelho achou que a vítima estaria jogando contra eles. Muitas vezes as pessoas conversam nos bastidores, e isso acaba chegando aos líderes, que então ordenam a execução”

O caso ainda é investigado.

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