Em janeiro de 2023, Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao poder e recriou o Ministério das Mulheres, anteriormente vinculado aos Direitos Humanos.
Desde a tipificação do crime de feminicídio em 2015, mais de 13.700 mulheres foram assassinadas em razão de sua condição de gênero no país.
As estatísticas indicam falhas significativas na capacidade do Estado em proteger as vítimas. Um levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que 13,1% das vítimas que foram assassinadas possuíam uma Medida Protetiva de Urgência no momento da morte, totalizando 148 mulheres. O estudo ainda revela que 87% das vítimas nunca tiveram acesso à proteção estatal, evidenciando a falta de eficácia nas políticas de prevenção e denúncia.
O Ministério das Mulheres apresentou sua posição sobre o aumento dos feminicídios no Brasil, caracterizando a violência contra meninas e mulheres como uma epidêmia global. O órgão destacou que o crescimento dos casos está atrelado à carência de estruturas especializadas em municípios pequenos. De acordo com a pasta, metade dos feminicídios ocorre em cidades menores, e é fundamental que Estados e municípios adotem as políticas federais de proteção às mulheres.