Brasileiros usam menos cheque, com queda de 18% no último ano

Segundo a Febraban, a tendência de queda está relacionada à consolidação dos meios digitais no cotidiano dos brasileiros, especialmente após a popularização do Pix.

O uso de cheques no Brasil ainda se mantém, mesmo com a forte expansão dos meios de pagamento digitais, como internet banking, mobile banking e o Pix, lançado em 2020.

Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apontam que foram compensados 112,5 milhões de cheques no ano passado.

No entanto, o volume segue em queda, com redução de 18,2% em relação ao ano anterior.

Quando comparado a 1995, início da série histórica, quando foram registrados cerca de 3,3 bilhões de cheques compensados, a retração é ainda mais expressiva, chegando a 96,62%.

O levantamento tem como base dados da Compe (Serviço de Compensação de Cheques).

Em termos financeiros, o volume movimentado por cheques somou R$ 472,7 bilhões no último ano, uma queda de 9,64% na comparação com o período anterior.

Apesar da redução no uso, o valor médio das transações com cheques aumentou, indicando que o meio de pagamento tem sido utilizado principalmente em operações de maior valor.

No ano passado, o tíquete médio foi de R$ 4,19 mil, ante R$ 3,8 mil registrados anteriormente.

Segundo a Febraban, a tendência de queda está relacionada à consolidação dos meios digitais no cotidiano dos brasileiros, especialmente após a popularização do Pix.

Ainda assim, o cheque continua sendo utilizado em situações específicas, como garantias em negociações ou transações de maior valor.