O presidente Lula sancionou hoje o projeto de lei 126, de 2025, que institui o marco regulatório para vacinas e medicamentos de alto custo contra o câncer no Brasil.
A nova lei estabelece normas para o desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a vacinas contra o câncer, priorizando inovação científica, acesso universal e equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, a legislação define diretrizes para apoiar a pesquisa, produção nacional e colaboração internacional.
Em cerimônia realizada em São Paulo, Lula inaugurou o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) e enfatizou a importância do acesso a tratamentos de qualidade para todos os cidadãos.
“Vocês criaram aqui uma sala de simulação… O Brasil precisa aprender uma lição. Precisamos deixar de lado o complexo de vira-lata e reconhecer nosso potencial”
, afirmou.
O Cesin foi projetado para modernizar as iniciativas de ensino e inovação em saúde, com o objetivo de melhorar a formação dos profissionais médicos e a qualidade do atendimento ao paciente. Roberto Kalil, presidente do Conselho Diretor do InCor, destacou que o centro representa um avanço crucial para a saúde pública brasileira, combinando excelência educacional com inovação tecnológica.
Com uma construção de cinco andares, o Cesin contará com oito salas de simulação que replicam realidades de emergência, unidade de terapia intensiva (UTI) e centro cirúrgico, entre outros. O espaço incluirá tecnologia de ponta para treinamento cirúrgico e realista, além de uma área dedicada à inovação que permitirá testar novas terapias e tecnologias digitais.
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um pacote de R$ 100 milhões em investimentos para o InCor, dos quais R$ 45 milhões serão aplicados no Cesin. Durante o evento, também foi formalizada a adesão do InCor ao projeto Mais Médicos Especialistas, além do repasse de recursos para o Núcleo de Telessaúde do HCFMUSP.
Segundo Padilha, o governo planeja implementar o primeiro hospital público inteligente em São Paulo, que combinará inteligência artificial e tecnologia 5G, com o propósito de reduzir significativamente o tempo de atendimento em situações emergenciais.