As exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram crescimento de 8,95% em março na comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 233,79 mil toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.
Em termos de faturamento, o avanço foi ainda mais expressivo: a receita atingiu US$ 1,36 bilhão, alta de 29,14% em relação ao mesmo mês do ano passado. Apesar do resultado positivo, a entidade destaca que o ritmo de crescimento perdeu força na comparação com os primeiros meses do ano em janeiro, a alta havia sido de 28,7%, e em fevereiro, de 24%.
Segundo a Abrafrigo, o aumento da receita está diretamente ligado à valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Esse movimento é influenciado tanto pela alta da arroba do boi gordo no Brasil quanto pela variação cambial, que favorece as exportações.
A entidade também ressalta que o desempenho de 2026 parte de uma base elevada, já que 2025 foi marcado por recordes mensais consecutivos, o que naturalmente reduz o espaço para crescimentos mais acelerados neste ano.
A carne in natura segue como principal produto da pauta exportadora do setor, representando cerca de 90% dos embarques totais de carne e derivados bovinos.
No entanto, ao considerar o conjunto completo incluindo produtos industrializados e subprodutos como miúdos, tripas e sebo houve queda de 6,65% no volume exportado em março, somando 270,53 mil toneladas. Ainda assim, a receita avançou 21,42%, alcançando US$ 1,476 bilhão.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor apresentou crescimento consistente. As exportações totais de carne bovina e derivados somaram US$ 4,32 bilhões, aumento de 32,29% na comparação anual, enquanto o volume embarcado subiu 10,98%, chegando a 827,64 mil toneladas.
Considerando apenas a carne bovina in natura, o avanço foi ainda mais significativo: a receita cresceu 37,45%, atingindo US$ 3,98 bilhões, e o volume aumentou 19,92%, com 700,98 mil toneladas exportadas.
O preço médio também subiu, passando para US$ 5.642 por tonelada alta de 14,61% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os principais destinos, a China permaneceu como maior compradora da carne bovina brasileira, com importações de 325,68 mil toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 39,35%. Já os Estados Unidos ocuparam posição de destaque, com aumento de 28,51% nas aquisições, totalizando 98,17 mil toneladas no período.
A Abrafrigo observa ainda que a demanda internacional segue aquecida, mas condicionada a fatores como cotas de importação, preços globais e oscilações econômicas, o que pode influenciar o desempenho das exportações ao longo dos próximos meses.