O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira, 29, reduzir a taxa Selic para 14,50%.
A reunião ocorreu em um contexto de pressão inflacionária provocada pela guerra no Oriente Médio, que impacta os preços de combustíveis.
O anúncio foi feito no início da noite e, segundo o Copom, a medida é uma tentativa de aproximar a inflação da meta estipulada. Além de controlar a inflação, o corte da Selic visa reduzir oscilações na economia e incentivar a criação de empregos.
A Selic é fundamental para a política monetária do país, pois juros mais altos encarecem o crédito e restringem o consumo, enquanto cortes são vistos como um estímulo à atividade econômica.
A inflação, vista como a principal incerteza econômica, influenciou a decisão do Copom.
O IPCA-15, indicador antecipado de preços, registrou uma aceleração de 0,89% em abril, impulsionado principalmente por alimentos e combustíveis, totalizando 4,37% em 12 meses.
De acordo com o boletim Focus, as projeções de inflação para 2026 aumentaram para 4,86%, acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com margem de tolerância até 4,5%.
Na reunião anterior, o Copom optou por não indicar os próximos passos de sua política monetária, ressaltando que a trajetória da Selic dependerá do desenrolar do cenário econômico e das novas informações que surgirem ao longo do tempo.