Aumento de 42% em casos de Síndrome Respiratória em bebês até 2 anos

A análise se refere à Semana Epidemiológica 14, que abrange o período de 5 a 11 de abril. O boletim também ressalta que os casos graves de covid-19 continuam em declínio no país.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram em 42% entre crianças menores de 2 anos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (16), indica que a alta nas hospitalizações está ligada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) nesta faixa etária.

A análise se refere à Semana Epidemiológica 14, que abrange o período de 5 a 11 de abril. O boletim também ressalta que os casos graves de covid-19 continuam em declínio no país.

Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe, afirmou que o VSR é um dos principais causadores de internações por SRAG em crianças pequenas, além de representar uma das causas principais de bronquiolite. Ela ressaltou a importância de gestantes a partir da 28ª semana de gestação serem vacinadas para proteger seus bebês nos primeiros meses de vida.

Além disso, Portella alertou sobre o aumento das hospitalizações por influenza A e pediu que a população prioritária que ainda não se vacinou busque um posto de saúde para receber a vacina anual o quanto antes.

Em termos de incidência, 14 estados apresentam níveis de alerta ou risco elevado para SRAG nas últimas duas semanas, mostrando um crescimento na tendência de longo prazo. Esses estados incluem Acre, Pará e Tocantins (Norte); Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia (Nordeste); e Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste).

O crescimento do VSR foi identificado em todo o Centro-Oeste e Sudeste, além da maioria das regiões do Norte e Nordeste. Enquanto isso, as ocorrências relacionadas à influenza A estão aumentando em várias partes do centro-sul e em alguns estados do Norte e Nordeste.

As capitais também apresentam situações preocupantes, com 14 delas indicando níveis de alerta e risco quanto à SRAG nas últimas seis semanas, incluindo Rio Branco, Belém, Palmas e Rio de Janeiro.

Nas últimas oito semanas, a mortalidade associada à SRAG continua a impactar mais intensamente os idosos e as crianças pequenas. Até o momento, foram notificados 37.244 casos no atual ano epidemiológico, com 42,5% apresentando resultado positivo para algum vírus respiratório, sendo que 41,1% desses foram de rinovírus.

A incidência de SRAG permanece elevada nas crianças e a mortalidade entre os idosos continua a ser uma preocupação, com a influenza A e a covid-19 liderando os casos fatais.