Aumentam 19% os ataques de animais peçonhentos em Mato Grosso

Este número representa um aumento de 18,33% em relação a 2021, quando foram contabilizadas 3,4 mil ocorrências semelhantes.

A Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso confirmou que, em 2022, foram registrados mais de 3,9 mil acidentes envolvendo animais peçonhentos.

Este número representa um aumento de 18,33% em relação a 2021, quando foram contabilizadas 3,4 mil ocorrências semelhantes.

Os escorpiões se destacam como os responsáveis pela maior parte dos ataques, com cerca de 1,9 mil registros, o que corresponde a 50% do total.

Na lista de incidentes, as serpentes ocupam o segundo lugar, com mil casos, seguidas por aranhas (306), abelhas (230), e outros animais como arraias, lacraias e bagres (302). Lagartas e casos não classificados somaram 21 e 31 acidentes, respectivamente.

Nos últimos dez anos, os acidentes relacionados a abelhas apresentaram variações expressivas, como entre 2017 e 2019, quando os casos aumentaram em mais de 195%.

Em 2022, foi registrado o maior número de incidentes com abelhas nos últimos cinco anos. Até agora, em 2023, já foram confirmadas três mortes provocadas por abelhas, todas envolvendo trabalhadores em cidades como Vale do São Domingos, Cáceres e Nova Mutum.

As autoridades enfatizam que a remoção de colmeias em locais públicos deve ser realizada por profissionais qualificados, preferencialmente durante a noite ou ao entardecer.

A população também é alertada a não se aproximar de colmeias sem o uso de vestuário e equipamentos de proteção necessários, como macacões e luvas, já que barulhos e odores podem provocar ataques.

Entre os principais tipos de acidentes com animais peçonhentos, as ocorrências com abelhas são as únicas sem soro específico para tratamento no Brasil, embora haja estudos em andamento para a sua produção.

O tratamento das reações alérgicas se adapta à gravidade dos sintomas e é abordado de maneira similar a outras reações anafiláticas.