A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, hoje, o Instituto Butantan a produzir a vacina Butantan-Chik, que visa combater a chikungunya. A aprovação permitirá que o imunizante seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é voltado para pessoas com idades entre 18 e 59 anos expostas ao vírus.
Antes, a vacina tinha sua produção limitada às unidades da farmacêutica franco-austríaca Valneva, que não tem sede no Brasil.
Com esta nova autorização, a produção, formulação e envase do imunizante será feito localmente, garantindo a mesma qualidade, segurança e eficácia, conforme afirmado pelo governo do Estado de São Paulo.
Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, destacou que essa mudança é um marco para a saúde pública, permitindo que a vacina seja oferecida a preços mais acessíveis, dada a natureza pública do Instituto.
Dados de estudos realizados com 4 mil voluntários nos Estados Unidos indicam que 98,9% dos participantes geraram anticorpos neutralizantes ao imunizante, que demonstrou um bom perfil de segurança com efeitos colaterais leves como dor de cabeça e fadiga.
Desde fevereiro de 2026, a vacina vem sendo administrada em regiões do Brasil com alta incidência da chikungunya, através de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde. Além do Brasil, o imunizante foi aprovado no Canadá, na Europa e no Reino Unido.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode resultar em febre súbita, dores intensas nas articulações, além de dor de cabeça e erupções cutâneas. Em 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde registrou 500 mil casos de chikungunya no mundo, sendo mais de 127 mil deles no Brasil, o que contribui para a dor crônica que afeta a qualidade de vida de muitas pessoas.